sábado, 23 de maio de 2015

opinião



Falta apenas um dia para o fim de A Escrava Isaura e já sinto um grande vazio no coração. É engraçado como certos programas têm o poder de nos cativar e nos envolver, de forma que passam a fazer parte de nossas vidas. Eles passam a funcionar para nós como orientação, companhia e distração. Às vezes, servem para reunir a família na sala para conversar; quando estamos sozinhos, nos fazem refletir sobre nossos valores e comportamentos. De qualquer forma, é inegável que algumas novelas e séries definitivamente se estabelecem no nosso cotidiano.

Quantas vezes eu assisti a uma cena de Isaura e pensei em quanto eu deveria me esforçar para ser como ela: uma pessoa mansa, amigável, cordial. Tantas outras vezes senti raiva e, ao mesmo tempo, certa identidade com Rosa, o que me fez repensar vários de meus comportamentos.
Muitos podem pensar que estou sendo exagerada, que não passa de uma novela... Sim, é verdade. Mas, como dissera Solange Maia: “Tenho a alma esfomeada. Gosto de laços afetivos, de dias seguintes, daquela intimidade conquistada com o tempo.”. E é isso o que uma novela faz: nos conquista dia-a-dia, em um trabalho minucioso e elaborado para nos envolver e nos entreter. Não são todos os autores que conseguem tal proeza: alguns pelo roteiro, outros pela má atuação de seu elenco...
Se eu vou chorar no último capítulo? Provavelmente sim. Não porque criei para mim uma realidade ilusória do mundo “das telinhas”, e sim porque convivi e apreendi muito com a trama: o amor não tem limites; é importante pensar antes de falar; amar o nosso inimigo é a melhor forma de resposta; quem espera sempre alcança; as ondas estão sempre a favor de quem sabe navegar...

Agora, resta-me reler, dessa vez com outro olhar, o romance de Bernardo Guimarães e aguardar as novas lições que dele eu posso tirar.

quarta-feira, 20 de maio de 2015

Álvaro assume assassinato de Leôncio Almeida



Após o envenenamento de Isaura, Álvaro compareceu, nessa terça-feira, à delegacia de Campos e confessou o crime de assassinato. O fazendeiro, no entanto, se recusa a assinar sua declaração, alegando que a fez apenas para que sua noiva pudesse sair da cela e receber um atendimento médico apropriado.
O delegado responsável pelas investigações e os sargentos estão dispostos a depor contra contra Álvaro e confirmar sua revelação.
A situação preocupa o advogado de Álvaro que, sem o álibi de legítima defesa aplicável à Isaura, pode ser condenado à morte.

Ex-jardineiro de Leôncio Almeida é visto em Campos


O antigo funcionário de Leôncio Almeida, Martinho, alega ter visto ontem, em meio à mata da fazenda de Isaura, um dos homens mais procurados pelo corpo policial de Campos. Martinho relata que, após uma breve conversa, Belchior o teria acertado "na cabeça com uma barra", o que o desmaiara.
Belchior está sendo convidado a depor na delegacia de Campos. Os investigadores e os amigos próximos da família de Isaura acreditam que o jardineiro saiba alguma informação a respeito do assassinato de Leôncio Almeida, há quase duas semanas.
Martinho foi dirigido à delegacia para prestar depoimento. Belchior segue sendo procurado.

terça-feira, 19 de maio de 2015




Família Cunha em festa

Está previsto para os próximos dias o casamento de Dona Gioconda, mãe da condessa de Campos, e o coronel Sebastião Cunha. Na ocasião, também serão celebrados os casamentos dos filhos do patriarca: Henrique, que se unirá a sua prima portuguesa Aurora; Malvina, que se casará com o advogado Geraldo; e Helena, que oficializará sua união ao doutor Diogo.
Apesar do grande número de uniões, os noivos garantem que será uma festa pequena e intimista, destinada a convidados específicos.

O casamento ocorre logo após a absolvição de Helena depois de sua alegação de legítima defesa a respeito do assassinato de doutor Paulo, com quem fora casada.


Isaura e Álvaro são envenenados em Campos

Foram envenenados, nessa segunda-feira, o paulista Álvaro e sua noiva, Isaura. As suspeitas são de que a senhorita Branca, que tivera um breve relacionamento com Álvaro, tenha sido a responsável pelo ataque. A senhorita Isaura ainda aguarda atendimento médico na cela em que está presa, suspeita de ser a assassina de Leôncio de Almeida, rico fazendeiro de Campos. O senhor Álvaro passa bem. Ainda não há previsão para o início das investigações sobre o caso.